Carga máxima em Israel
Jesus lança Coentrão, Javi e Cardozo
Um Benfica na máxima força apresenta-se hoje diante do Hapoel Telaviv para não perder de vista o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Jorge Jesus vai lançar todos os trunfos na cimeira entre os campeões de Israel e Portugal.
A principal novidade prende-se com o muito provável regresso de Oscar Cardozo à titularidade, quase dois meses após se ter lesionado diante do Schalke 04.
Superado o problema no joelho esquerdo, o Tacuara ainda não está ao melhor nível físico. Mas na conferência de imprensa de lançamento de ontem o técnico abriu a porta do onze ao camisola 7, afirmando que aquele tem de jogar para recuperar a melhor condições. Para o mal e para o bem, JJ assumiu esse risco e, com o melhor marcador do campeonato passado disponível, não deverá prescindir dele.
Defesa e meio-campo
Coentrão e Javi García são presenças certas no onze. O esquerdino alinhou no último encontro, com a Naval, mas falhou o duelo ibérico pela Seleção, devido a uma entorse no joelho direito. Restabelecido, vai ocupar o flanco esquerdo da defesa.
Já ao médio espanhol será confiada a tarefa de garantir o equilíbrio da equipa no meio-campo. Ausente da receção à Naval, por causa de um traumatismo na perna direita, regressa ao onze, substituindo Airton.
Exceção
É na máxima força que os encarnados regressam a Israel, onde perderam há 12 anos, no reduto do Beitar Jerusalém. O Benfica tenta, aliás, fazer o que apenas a U. Leiria conseguiu: vencer neste país do Médio Oriente.
Em agosto de 2007, um golo de N’Gal desempatou o confronto com o Maccabi Netanya, após o nulo da 1.ª mão, permitindo que a formação do Lis se qualificasse para a 1.ª eliminatória da Taça UEFA.
As restantes incursões dos portugueses saldaram-se por derrotas, incluindo a da Seleção, em 1981, ou o empate do Sporting em 1995, frente ao Maccabi Haifa.
Terceiro classificado do Grupo B, o Benfica está a um ponto do Schalke 04, com quem vai discutir o apuramento. A situação, longe de ser a ideal, não é preocupante. Afinal, os lisboetas ainda dependem deles para seguir em frente na Champions.
A vitória no desafio de hoje à noite é a forma mais confortável de o Benfica encarar o derradeiro encontro, em casa, com os alemães, a 7 de dezembro, que o técnico amadorense já classificou como uma “final”.
O empate é o serviço mínimo que as águias podem fazer, mesmo que o Schalke ganhe hoje ao Ol. Lyon. Contudo, este cenário obrigará os pupilos de Jesus a vencer por margem de três no último jogo, face à derrota (0-2) averbada em Gelsenkirchen. Mesmo a derrota pode não comprometer. Mas aí o Benfica está dependente no resultado do outro jogo de hoje. Pelo sim, pelo não, Jesus não vai facilitar.
Fonte: Record
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