«Quero que Jesus faça comigo aquilo que fez com Coentrão»
Patric não encheu o olho na curta passagem no Benfica na pré-época de 2009/10. Chegou como promessa para a lateral-direita, mas Jorge Jesus despachou-o num instante. Esteve emprestado ao Cruzeiro e agora brilha no Avaí, onde é titular indiscutível. E até marca golos espectaculares.
Está emprestado pelo Benfica até Dezembro. Já sabe como vai ser a sua vida?
O Avaí quer renovar o empréstimo, mas ainda não sei. O Benfica ficou de dar uma resposta na próxima semana.
Qual é a sua vontade?
Tive só três meses no Benfica, não me adaptei muito bem, esperava mais oportunidades. E agora sonho em regressar para ter nova chance. Na verdade, peço todos os dias a Deus para que possa jogar pelo menos uma época no Benfica, para poder mostrar o meu valor.
Como foram esses três meses com Jorge Jesus?
Ele cobrava muito, dizia que eu não fazia bem a marcação ao adversário. E eu também não sentia muita confiança. Mas já melhorei muito e ainda tenho muito a aprender com ele.
Foi, então, por causa das suas dificuldades em marcar o adversário que não ficou?
Foi onde mais errei. Jorge Jesus fez de Fábio Coentrão um dos melhores defesas-esquerdos e eu também quero que ele faça de mim um excelente lateral.
Não achou Jorge Jesus demasiado severo?
Acredito que ele quer sempre tirar o melhor do atleta. Pode demorar um pouco até o jogador entender o que ele pretende. No início, não entendi o que ele me pedia, mas hoje sinto-me preparado. Gostei muito do seu trabalho.
Acredita que as coisas podem ser diferentes?
Pequei há um ano, mas tive uma boa evolução e rezo para que ele me esteja a ver.
O que melhorou?
O meu poder de marcação e também saber prever as jogadas para me poder antecipar e jogar com precisão.
Deixou-se intimidar pela "grandeza do clube"
Patric quis deixar bem claro, na entrevista que deu a O JOGO, que não teve "quaisquer problemas com as pessoas do Benfica". O lateral admitiu, contudo, que a grandeza do Benfica o terá intimidado um pouco, afectando a sua prestação. "O Benfica é um clube imensamente grande, acho que isso também me deu medo de mostrar o meu futebol", declarou. "Todos me trataram muito bem. A minha mulher chorou muito quando tivemos de vir embora, pois estávamos a adorar."
Fonte: O Jogo
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