( Noticia referente ao dia 9 de Dezembro )
Nove derrotas em 21 jogos colocam Benfica à beira de um ataque de nervos. Partida da Taça, com o SC Braga, assume relevância acrescida. Margem de Jesus drasticamente reduzida.
Nunca, em 106 anos de história, o Benfica, após ter disputado duas dezenas de jogos oficiais, teve uma percentagem de derrotas de 45 por cento, como a que agora o afecta. Este dado, por si só, é suficiente para explicar a angústia que se apossou da nação encarnada, que passou bruscamente do encantamento de uma época de 2009/10 quase perfeita para a vertigem derrotista em que vai subsistindo.
A PERGUNTA INÚTIL
Entre os responsáveis do clube da Luz, a pergunta que mais se ouve, nestes dias de crise é a seguinte: «se quase nada mudou, os jogadores são praticamente os mesmos, a equipa técnica e os métodos de trabalho também, como é possível que os resultados sejam tão diferentes?»
Esta pergunta, à partida pertinente, acaba por ser absolutamente inútil, já que, no futebol, cada novo dia representa um desafio diferente. As fórmulas de sucesso, no futebol, esgotam-se no momento em que são usadas, sendo necessário, especialmente aos técnicos, uma permanente capacidade de reinvenção.
Na Luz, a comunhão entre a equipa técnica e os jogadores há muito que se esfumou e do apoio incondicional do Terceiro Anel aos seus heróis, quase nada resta.
O APOIO AO TÉCNICO
Em tese, a política de Luís Filipe Vieira de apoio a Jorge Jesus é a mais ajustada, por um lado porque um clube como o Benfica deve preservar a estabilidade, por outro porque a rescisão de contrato com o técnico seria muito onerosa para os cofres encarnados.
Porém, a indústria do futebol não é regida pelas mesmas leis que presidem à condução dos demais negócios e, a páginas tantas, a necessidade de mudança torna-se absolutamente imperiosa. Neste particular, depois de ter já recebido vários votos de confiança, Jorge Jesus não terá condições para resistir a outros mais.
Ou seja, se é pacífico que o técnico conduzirá o Benfica no jogo com o SC Braga, para a Taça de Portugal, no próximo domingo, não é menos verdade que um resultado negativo frente aos arsenalistas esticaria a corda de forma irreversível.
No Benfica, a insatisfação é muito grande e os adeptos têm dificuldade em compreender e desculpar o que tem acontecido. Num cenário pessimista para as águias - e aqui se configura a derrota com o SC Braga - a ausência de acção por parte da administração da SAD virar-se-ia inexoravelmente contra a estrutura que comanda o futebol encarnado.
Fonte: A Bola
Sem comentários:
Enviar um comentário